Quis ser tua eterna poesia!

Vera Jarude
Interpretação: Astir*Carr


Meu amor, quis ser a tua eterna poesia,
aquela que acaricia tua alma noite e dia,
a quem desabafas sem poesia
em tuas noites de tristezas e de tantas agonias...

A ti entreguei minha mais pura verdade,
e ao mundo espalhei que é toda tua!

Desnudei minha alma, neste amor e dele fiz
meu conforto para suportar tua ausência, por todos estes anos...
Até sem versos, que nem sabia e entendia
nada de poesia...
tentei espalhar teu amor,
para que viesses o mais rápido possível...

E nada de tua presença, meu amor,
assim vou falando da minha vida e
de todas as saudades que nestes anos,
fomos vivendo...
Para ti foram todas elas escritas,
desde todos os nossos encontros e desencontros,
tristes e, quiçá, as mais belas declarações contidas
neste cansado coração.

Em minhas noites de solidão, foste tu que fizestes
morada nos meus sonhos e para ti ainda sei
que vou escrever muito, já que és meu amor,
apesar desta maldita distância...
és ainda a inspiração que me conduz!
Se o destino, por ironia,
ou por quaisquer que sejam os motivos,
acontecer de deixares de ser este amor,
sei que a dor maior que sentirei será a do silêncio
que calará minha voz e com certeza,
morrerá a mulher que
te amou tanto e muitas das vezes, vivendo
as piores dores destes desencontros
de amor tão doídos e ao mesmo tempo, tão
sofridos para os dois...

Quando não mais existir este amor,
se assim estiver escrito,
e se de mim um dia sentires saudades,
encontrarás os escritos todos feitos
para ti....
Haverá dois cantinhos, onde poderás encontrar
todos os sentimentos mais puro, encontrarás neles todas as lembranças,
poderás viver e lembrar que achastes
quem te amou,
e deste amor creio eu
ninguém jamais tomará meu lugar
já que fui a pessoa que mais te amou!
Encontrarás jamais igual ou parecido,
deste amor dedicado noite e dia
na espera só de um carinho,
não existirá igual...
jamais.

Cuiabá - MT, 24/05/07

Arte e Formatação: ElisaSantos

 

 

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